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  • José Amorim de Oliveira Júnior

15 Lições de Como Educar seus Filhos



Nesse momento de isolamento físico, em que as crianças estão em casa sem poder fazer coisas que amam, quis, como educador e psicoterapeuta, resgatar esse conteúdo, de autoria do Departamento de Polícia de Houston, Texas (EUA).



Fiz algumas adaptações no texto, trazendo para uma perspectiva positiva:

1. Desde a infância, coloque limites. Não dê nem faça tudo o que ele quiser. Assim, quando crescer, aprenderá a respeitar limites e regras sociais.


2. Quando ele disser palavras ofensivas, não ache graça. Eduque-o.


3. Dê uma orientação espiritual para seu filho: Amor, Bondade, Caridade são ensinamentos preciosos, em qualquer idade.


4. Ensine-o a arrumar sua própria bagunça para que aprenda a não sobrecarregar ninguém com o que é da responsabilidade dele.


5. Não brigue na frente dele. Dialogue. Ensine-o que esse é o caminho para se resolver conflitos.


6. Não lhe dê todo o dinheiro que quiser. As dificuldades que você passou foram importantes para moldar o seu caráter. Permita que ele molde o dele, também.


7. Não satisfaça todos os seus desejos e vontades. Ensine-o a lidar com frustrações.


8. Não tome o partido dele, quando estiver errado. Ele precisa aprender a admitir seus próprios erros, para que possa corrigi-los.


9. Quando ele se meter em encrencas, ensine-o a assumir a responsabilidade, não jogar a culpa nos outros.


10. Não fique comparando-o com outras pessoas. Ensine que cada pessoa tem suas qualidades e valores.


11. Pratique hábitos saudáveis. Evite vícios na frente dele. Ele honrará o que aprendeu com você, repetindo seus passos.


12. Entrem em acordo, pai e mãe, sobre as orientações dadas a seus filhos. Quando ele recebe orientações divergentes, fica confuso, perdido. Não incluam seus filhos em suas discussões de casal ou problemas profissionais. Se eles são crianças, eles não tem preparo para isso. É demais para eles. Não permitam que se envolvam nos assuntos dos mais velhos.


13. Ensine seus filhos a agradecer, assim receberão gratidão. Ensine-os a identificar as dádivas da vida: o Sol, as flores, o ar puro, a água, a capacidade de olhar, de escutar, de falar, de andar.



14. Ensine-o a respeitar as pessoas. Se você não ensinar, o mundo ensinará, mas não da forma amorosa com que você ensina.

Ensine seus filhos a chamarem as pessoas pelos seus nomes, ou da forma como elas se sintam bem, acolhidas. Ensine-o a brincar sem excluir os coleguinhas, caso não sejam tão competentes nas brincadeiras, ou mesmo se forem mais hábeis. Ensine-os a serem delicados com as pessoas, a servir com generosidade (para que o mundo seja gentil com eles), ensine-os a retribuir na medida exata do que receberam e podem retribuir, pois a intenção verdadeira gera compensação. Ensine-os a sorrir, a serem gentis e amorosos, com palavras e gestos.


15. Ensine seus filhos a respeitar os idosos: deixar que os idosos entrem no elevador em primeiro lugar; ceder o lugar para os mais idosos, se oferecerem para ajudar com sua bagagem, cumprimentá-los gentilmente, dar-lhes passagem.

Dedico esse texto a duas pessoas que ajudaram a transformar esse mundo em um lugar melhor para se viver, um lugar de mais amor e serenidade.


A primeira pessoa é Bert Hellinger, psicoterapeuta alemão, inventor das Constelações Familiares, que fez sua passagem desse mundo para um plano superior, no dia 19 de setembro de 2019.


A segunda pessoa é o Filósofo Clínico Ivo José Triches, falecido em fevereiro deste ano, a quem presto minha homenagem pelas sementes do Bem que ele plantou, como Educador. Esse artigo foi escrito a partir da inspiração que tive, ao ler seu livro A Força da Autonomia.

Bert nos presenteou com as 3 ordens do Amor, que nos ajudam a entender como ter uma vida mais plena:

1ª ordem do Amor: Todos têm o direito de pertencer

Todos que fazem parte de um sistema familiar jamais podem ser excluídos, jamais podem deixar de pertencer. Excluir alguém de seu campo familiar traz consequências dolorosas. É preciso integrar a imagem desse ente na família, independente de suas ações.

Muitas vezes excluímos alguém do sistema familiar por causa dos nossos julgamentos, exigências ou rejeições. Podemos aprender a não julgar, por mais desafiador que seja. Ao julgar as pessoas, nos colocamos acima delas, e esquecemos que também temos nossas falhas. Mesmo se você tiver alguém no seu sistema familiar que seja “diferente”, veja isso como uma possibilidade para seu crescimento. Se for alguém que tem problemas com vícios, ou tem alguma limitação, olhe para ele e com respeito, ame-o como é. Desenvolva em você a compaixão, a paciência, o amor.

2ª Lei: O equilíbrio entre o dar e receber

Não devemos dar demais ou receber em excesso em relação a ninguém, pois isso sobrecarregará uma das partes e colocará o relacionamento em risco. Devemos retribuir o que recebemos. Se só sabemos dar, doar, isso pode soar como superioridade, auto-suficiência, como se não fossemos inter-dependentes. Se só sabemos receber, isso pode soar como egoísmo.

3ª Lei: Hierarquia, os mais antigos vêm primeiro

Quem nasceu primeiro deve proteger e ensinar quem veio depois. Esses, por sua vez, devem respeito e obediência a quem chegou antes. Se essa hierarquia for quebrada, gerará conflitos e discussões. Cada um deve ocupar a posição que lhe pertence.

Os pais vieram antes dos filhos, portanto devem cuidar, nutrir e guiar seus filhos. Ensine-os a respeitar vocês, os avós, professores, as pessoas mais velhas etc.

Os filhos devem reconhecer e aceitar seus pais exatamente como são e deles receber com gratidão o que podem dar.

Gratidão a ambos, Bert e ao Ivo. Que sejamos dignos de sermos lembrados, por nossas sementes do Bem, e por termos deixado um legado de bons frutos, como eles.

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