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  • José Amorim de Oliveira Júnior

A metáfora do Discípulo e o balaio: o processo de transformação que sara nossas dores emocionais



Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:

- Mestre, por que devemos ler e decorar tantas orações se não conseguimos memorizá-las completamente e com o tempo as esquecemos?


O mestre não respondeu imediatamente. Ele ficou olhando para o horizonte e depois ele ordenou ao discípulo:

- Pegue aquele balaio de junco, desça até o riacho, o encha de água e o traga até aqui.


O discípulo olhou para o balaio, que estava bem sujo, e achou muito estranha a ordem do mestre, mas mesmo assim, obedeceu. Pegou o balaio sujo, desceu os 100 degraus da escadaria até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir de volta.


Como o balaio era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando o discípulo chegou até o mestre, já não restava mais água nenhuma.


O mestre, então, perguntou:

- O que você aprendeu?


O discípulo olhou para o cesto vazio e disse:

- Aprendi que um balaio de junco não segura a água.


O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo. Quando o discípulo voltou com o balaio vazio novamente, o mestre perguntou:

- E agora, o que você aprendeu?


O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:

- Balaio furado não segura água.


O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa.


Depois da décima vez, o discípulo estava todo molhado e exausto de tanto descer e subir as escadas. Porém, quando o mestre perguntou de novo:

- Então, o que você aprendeu?


O discípulo, olhando para dentro do balaio, percebeu admirado:

- O balaio está limpo! Apesar de não segurar a água, ela acabou por lavá-lo!


O mestre, por fim, concluiu:

- Não importa que você não consiga decorar todas as orações. O que importa, na verdade, é que elas purificam sua mente e sua alma.


Assim também é o processo terapêutico, seja ele feito formalmente, por um profissional, seja ele feito por meio de atividades que são, em sua essência, terapêuticas, tais como: uma boa amizade, contato com a Natureza, contato com animaizinhos de estimação, aprender coisas novas, fazer algo que te dê prazer e contentamento, exercer um ofício/trabalho que te realize... A cada vez que vivenciamos esses momentos terapêuticos, vamos nos limpando, emocionalmente, até que, quando percebemos, a “mágica” acontece e voltamos a ter o encantamento pela Vida.


(Antiga história de um mosteiro chinês. Adaptado por José Amorim de Oliveira Júnior)

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