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  • José Amorim de Oliveira Júnior

A sutil arte de CUIDAR DA PRÓPRIA VIDA⁣

Por trás do EXCESSO de cuidado e proteção há, muitas vezes, a crença de que o outro é incompetente para resolver os seus problemas, suas questões. Quando fazemos pelo outro o que ELE deveria fazer por ele mesmo não estamos ajudando. Estamos ATRAPALHANDO sua evolução, seu desenvolvimento.



Muitas pessoas gastam boa parte do seu tempo e da sua energia cuidando da vida dos OUTROS e ainda criam um enredo incrível para justificar isso: dizem que fazem isso por Amor.⁣


🎢 Por trás dessa narrativa há uma triste realidade: de tanto cuidar da vida dos OUTROS, não cuidam da própria vida, se sentem frustradas, não realizadas, esgotadas. Se envolvem tanto com as demandas alheias que não sobra tempo nem energia suficiente para resolver suas próprias demandas, realizar seus próprios sonhos, coisa que ninguém pode fazer por elas...⁣

🚨 Por mais romântico que possa parecer, o EXCESSO de “Amor” sufoca e esconde um esquema desadaptativo que a pessoa que ama em excesso aprendeu na sua infância: para obter amor, aceitação e reconhecimento ela precisava se sacrificar, ser perfeita, atender as exigências e os caprichos de pais que eram rígidos ou negligentes.

💔Por trás do EXCESSO de cuidado e proteção há, muitas vezes, a crença de que o outro é incompetente para resolver os seus problemas, suas questões. Quando fazemos pelo outro o que ELE deveria fazer por ele mesmo não estamos ajudando. Estamos ATRAPALHANDO sua evolução, seu desenvolvimento e sendo ARROGANTES, nos achando superior e tratando o outro como alguém que não tem competência para resolver suas questões.⁣

💡 Quem vive focado na vida alheia (não importa qual justificativa invente para fazer isso, nem mesmo o Amor) trata o outro como uma CRIANÇA, subestima sua força, sua capacidade. O pior disso tudo é que ambos se tornam infelizes: quem age com EXCESSO de amor e cuidado, fica infeliz e reclama que o outro não aprende nunca, que é ingrato e não reconhece tudo o que ela faz. O outro fica infeliz porque está sendo tratado de forma controladora, invasiva e autoritária e, claro, ele não irá te agradecer por estar tratando ele assim. Ao contrário, te culpará por isso e se afastará emocionalmente de você.⁣

DICAS para poder cuidar melhor da própria vida, em vez de ficar querendo controlar a vida das outras pessoas:


1) Aprenda a ir ao mundo do outro SEM SE PERDER na jornada. Saiba voltar ao seu mundo. Existe um LIMITE que precisa ser respeitado. Podemos ensinar (quando a pessoa deseja aprender) e aconselhar (quando o outro está aberto a escutar). Fora isso, é estupro emocional querer forçar seu ponto de vista, sua visão de mundo. Não entre onde não é convidado.


2) Deus, que é onisciente, onipotente, onipresente, até Ele RESPEITA o nosso livre-arbítrio e nos deixa LIVRES para agir, mesmo indo contra tudo o que Ele nos ensina. Quem somos nós, meros mortais, para brincar de ser melhor do que Deus e impedir que alguém que amamos aja conforme o livre-arbítrio dela? Pratique a humildade, saiba que você não é melhor do que Deus. Ele respeita e permite que cometamos os nossos erros. Você não tem esse poder todo que imagina que tem, de CONTROLAR a vida de ninguém. Aliás, provavelmente não controla nem a própria vida, integralmente, muito menos a vida alheia.


3) Cuidar em excesso do outro não é amor, nem bondade: é ARROGÂNCIA, é acreditar que o outro não é capaz de cuidar da própria vida. Acredite: as pessoas são muito mais fortes e muito mais capazes do que você pensa! Acredite no potencial delas!


4) O excesso de “zelo” pelo outro esconde uma inabilidade de compreender que TODOS nós temos de passar por momentos de sofrimento e frustração. Querer “poupar” quem você ama de sofrer, cuidando em excesso dela, é impedir que a pessoa aprenda a cuidar de si mesma. No fim, você aprisiona a ambos numa relação doentia de dependência (emocional e às vezes, até financeira) e chegará um dia que você não estará lá para evitar que ela sofra e lide com as frustrações que são inerentes à vida. Agir assim não ajuda: ATRAPALHA! É como um pai que não quer deixar o filho andar porque tem medo que ele caia, se machuque. Sim, ele precisará cair, se machucar um pouquinho, isso faz parte da jornada de aprendizagem dele. É preciso deixar que a própria pessoa encontre seu caminho de libertação. Ela precisará errar, e aprender. O que dói mais: ver a pessoa sofrer temporariamente, enquanto adquire sua autonomia, ou vê-la sofrer eternamente, quando ela se torna dependente de você?


5) Na Bíblia (Mateus 7:5) há uma citação muito sábia: “Como ousas dizer ao teu irmão: ‘deixa-me tirar o cisco de teu olho’, quando tu próprio tens uma trave no teu? Hipócrita! Retira primeiro a trave do teu olho, e então enxergará bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”. Antes de querer resolver a vida dos outros, de querer que eles sejam perfeitos, não errem, vamos voltar o olhar para nosso interior: o que precisamos cuidar, EM NÓS? Na nossa carreira, nos nossos relacionamentos, nos nossos hábitos, na nossa vida? Antes de exigir perfeição do outro, percebamos que nós também não somos perfeitos. Já cometemos erros dos quais nos envergonhamos, mas foram esses erros que nos tornaram quem somos, hoje, foi parte da nossa jornada de APRENDIZAGEM. Não impeça ninguém de aprender, também, de cometer seus erros. Dê o exemplo, e ensine, se houver abertura. Aprenda a ter EQUILÍBRIO: faça o que for possível, e o que a outra pessoa lhe permitir. Aprenda a se impor limites.


6) DESAPEGO não significa ABANDONO, FALTA DE CUIDADO, INDIFERENÇA. Desapego tem a ver com saber identificar até onde podemos ir. Não carregue a bagagem do outro, o peso do outro. Quando a gente faz isso, trazemos para nós o peso do outro. Ajude o outro dentro do seu limite. Após o limite, você estará vivendo a vida do outro e se sobrecarregando. Quando estamos cuidando em excesso do outro, deixamos de cuidar de nós mesmos, nos adoecemos, e daí, não podemos cuidar nem do outro, nem de nós mesmos;


7) É impossível ajudar o outro quando não possuímos EQUILÍBRIO em nossas ações ou nos perdemos do nosso ser... Para fazer bem ao próximo, é necessário cuidar de si primeiro. Excesso de amor não é amor: é PROMISCUIDADE EMOCIONAL. O outro extremo é o Isolamento emocional, é não estar nem aí. Nem o excesso de Amor (ser invasivo/Intrometido, entrar na vida dos outros, querendo ajudar, sem ser chamado) nem a falta (desinteresse, falta de cuidado) são aconselháveis. Busque o EQUILÍBRIO.


8) A pior solidão é aquela que nos ausenta de nós mesmos. Às vezes vivemos tanto para fora que nos perdemos do nosso próprio caminho. Pessoas que vivem muito a vida dos outros, muitas vezes, fazem isso porque se perderam do seu próprio caminho, se ausentaram da sua própria vida: não cuidaram dos seus propósitos, dos seus sonhos, das suas metas. Como tem muitas frustrações internas, preferem cuidar da vida dos outros, pois é menos doloroso.


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