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  • José Amorim de Oliveira Júnior

Não somos obrigados a aceitar todos os “presentes” que nos são oferecidos

A metáfora do Sábio Samurai

Ao longo do tempo em que trabalho como Psicoterapeuta comecei a notar um PADRÃO EMOCIONAL na maioria das pessoas que sofriam problemas que envolviam relacionamentos interpessoais, sejam relacionamentos amorosos, profissionais ou mesmo entre colegas que estudam juntos ou entre pessoas que fazem algumas interações mais rápidas e pontuais.


Percebi que essas pessoas que sofrem muito e permitem serem perturbadas, emocionalmente, por causa de alguns contatos que tem com outras pessoas acabam tendo um padrão, por serem muito PERMEÁVEIS, INFLUENCIÁVEIS ou excessivamente ABERTAS a trazerem para si conteúdos que são das outras pessoas com quem elas convivem.


Acontece que às vezes, infelizmente, convivemos com pessoas que possuem uma comunicação violenta, são excessivamente críticas, ou pessimistas, negativas, ácidas, falam coisas que, dependendo de como reagimos, podem nos fazer muito mal ou, dependendo de como agirmos, não fará influência nenhuma sobre nós e conseguiremos lidar com essas pessoas de forma equilibrada, não dando às outras pessoas o direito de ter CONTROLE sobre nossas EMOÇÕES e SENTIMENTOS.


Para explicar como fazer isso contarei uma metáfora sobre um antigo Samurai:



“Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso. Ele se dedicava a ensinar a arte da guerra e da meditação Zen aos jovens.


Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.


Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali.


Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama.


O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.

Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.


Desapontados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.


O mestre então respondeu:

- ‘Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?’

- ‘A quem tentou entregá-lo’, respondeu um dos discípulos.


Dizendo isso, o sábio Samurai ensinou uma importante lição a seus discípulos, sobre como devemos reagir diante de pessoas que querem nos dar de ‘presente’ palavras e atitudes cheias de hostilidade, inveja, raiva, ódio, ofensas, rancor, amargura, insultos, negatividade, desesperança: podemos ACEITAR ou RECUSAR tais ‘PRESENTES’. Se aceitarmos, eles passam a estar conosco e a fazer parte de nós. Se recusarmos, eles permanecem com quem os carrega consigo e não nos afetam, não controlarão nossas emoções, nem nossas atitudes.


E você, como tem se portado diante de pessoas que querem te entregar “presentes” venenosos? Tem aceitado esses “presentes”, sem pensar, de forma apressada e irrefletida, deixando que eles perturbem sua paz interior, sua calma, sua serenidade?


Ou tem conseguido recusar, e deixar esses “presentes” indesejáveis com seus donos, mantendo-se calmo e equilibrado e só aceitando e trazendo para dentro de você os presentes que te fazem crescer e se desenvolver?


Essa é uma boa Virtude a ser aprendida: aceitar apenas os bons presentes, que nos fazem crescer e nos tornam mais fortes e aprender a recusar aqueles “presentes” que são armadilhas e só nos trazem prejuízo, nos atormentam e nos entristecem.


Adaptado por mim, a partir de uma metáfora do site www.metaforas.com.br


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