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  • José Amorim de Oliveira Júnior

Como o aumento do AUTOCONTROLE pode ajudar durante o Lockdown

Grande parte da população brasileira enfrenta, atualmente, restrições de todos os tipos: aulas online, home office, interrupção de atividades que gostamos de fazer (como frequentar academia, shoppings, encontros presenciais com amigos etc.), perda de empregos, fechamento e interrupção de atividades das empresas, tudo isso causa impactos na nossa renda e na nossa qualidade de vida.


Sem entrar no mérito da questão sobre o lockdown ser bom ou ruim, esse é um dado da realidade e precisamos encontrar uma maneira emocionalmente saudável de lidar com ele.

Com as pessoas isoladas em suas casas temos um grande desafio: como usar o tempo de uma forma útil, que possa nos ajudar a, quando a situação estiver normalizada, podermos retornar mais preparados?


Uma competência que podemos desenvolver e que pode nos ajudar muito durante esse período é o aumento do AUTOCONTROLE.


A falta de autocontrole é uma das coisas que mais nos atrapalha a alcançar nossos objetivos, nossas metas.


O autocontrole é uma das competências a faculdade do nosso cérebro que está ligada à capacidade de dominar nossos pensamentos, emoções, desejos e comportamentos, controlar o que se sente e se faz; controlar o apetite e as emoções e resistir aos impulsos, conter ou equilibrar a impulsividade, ter disciplina.


O autocontrole tem a ver com a autogestão apropriada dos impulsos e das emoções e seu fortalecimento nos ajuda a alcançar nossas metas de vida, a partir da nossa capacidade de fazer escolhas condizentes com o que trará resultados mais positivos para nossas vidas.


Uma pessoa com nível de autocontrole muito baixo age por impulsos e faz escolhas em relação às quais se arrepende (age sem pensar, ou apressadamente, sem medir as consequências, sem prudência), faz escolhas e age de forma nociva.


Nossa capacidade de autocontrole está relacionada ao sistema de recompensa cerebral que processa informações relacionadas à sensações de prazer e satisfação.


Controlar os impulsos, a impulsividade e aprender a atrasar a gratificação é a essência da autorregulação emocional e nos ajuda na realização dos nosos objetivos e metas.


O autocontrole é uma competência, uma habilidade e, como tal, pode ser desenvolvido. Podemos aprender muito com pessoas que conseguiram conquistar objetivos importantes em suas vidas, usando o autocontrole, como, por exemplo: deixar de fumar, conseguir emagrecer, passar em um concurso público, realizar projetos importantes, como montar um negócio bem sucedido ou se tornar um profissional de referência.









Dicas para aumentar o Autocontrole:

1. Praticar técnicas de respiração (uma boa técnica é a P.R.E.: “Pare, Respire e Escolha”);

2. Espiritualidade (elemento-chave usado no Programa de 12 passos dos Alcoólicos Anônimos. Tem a ver com “acreditar num poder transcendente”);

3. Manter o estresse sob controle (excesso de estresse atrapalha no autocontrole);

4. Praticar meditação (a meditação melhora uma ampla gama de habilidades relacionadas ao autocontrole: atenção, foco, manejo do estresse, controle dos impulsos e autoconsciência);

5. Prática de exercícios físicos (mesmo com o fechamento temporário de academias, é possível fazer uma caminhada ou exercícios físicos em casa ou em locais abertos, como parques. A prática de exercícios físicos melhora nossa saúde e influencia o modo como trabalhamos, comemos, vivemos).

6. Direcionamento da nossa Atenção (a sobrecarga da atenção gera estresse e mina o autocontrole. A capacidade de direcionar nosso foco a alguma coisa e ignorar outras está no cerne do autocontrole);

7. Aprender a evitar Sequestros Emocionais (Quando somos dominados por fortes emoções negativas, elas guiam nosso foco, abala nossas emoções e isso interfere no nosso autocontrole).


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Fontes usadas para a redação desse conteúdo:


CLEAR, James. Hábitos atômicos: um método fácil e comprovado de criar bons hábitos e se livrar dos maus. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019.

DUHIGG, Charles. O Poder do Hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

FRANKL, Viktor. E. Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração. Petrópolis: Vozes, 2006.

GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012A.

GOLEMAN, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012 B.

GOLEMAN, Daniel. Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014.

NIEMIEC, Ryan M. Intervenções com forças de caráter. Um guia de campo para praticantes. 2. ed. São Paulo: Hogrefe, 2019.

SELIGMAN, Martin E. P. Florescer. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.

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